Protegendo a P&D realizada nos BRICs

A revista IAM – Intellectual Asset Management publicou, em sua última edição, um artigo baseado em um estudo realizado pelo Instituto de Gestão de Tecnologia da Universidade de St Gallen (http://bit.ly/1QXQKob).

Dados recentes sobre as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das 500 maiores empresas que investem em P&D globais, mostram a importância dos BRICs. Um estudo sobre a distribuição do investimento de P&D (Zinnov, “Crossing the Value Chasm”, 2013) demonstra que, em 2013, 385 das 500 maiores empresas que investem em P&D globais realizaram P&D na China, tornando este país o mais atrativo para este tipo de investimento. Para servir de comparação, este mesmo índice para a área de São Francisco é de 220, e para a Índia é de 228.

Contudo, as multinacionais enfrentam desafios e riscos particulares quando se trata de proteger a Propriedade Intelectual de pesquisas realizadas no Brasil, Rússia, Índia e China.

No caso do Brasil, entre os anos de 2005 e 2014, o investimento direto de multinacionais em novos projetos foram da ordem de US$ 309 bilhões, tornando o Brasil o terceiro país mais importante no que diz respeito à investimento em P&D.

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Figura 1 – Valor do investimento direto estrangeiro em P&D, por destino, 2005-2014

A discussão central do artigo é sobre a proteção X difusão do conhecimento. O conhecimento externo é um importante fator de influência para a inovação em subsidiárias de multinacionais – em geral, a ligação entre uma subsidiária estrangeira e uma empresa nacional tem um impacto positivo na inovação. No entanto, traz também o risco de o conhecimento ser “perdido” para as empresas locais, através de observação, rotatividade de mão de obra, entre outros.

O artigo traz ainda um inventário de estratégias de proteção do conhecimento, tanto formais, quanto informais, no intuito de levar uma segurança maior para as empresas que pretendem investir em P&D nos BRICs.

Os mecanismos formais de proteção incluem patentes, marcas, direitos de autor e estão salvaguardados pelo sistema legal. Já os mecanismos informais incluem segredo industrial, governança, política de RH, entre outros.

O artigo conclui que, apenas utilizando-se de um conjunto de mecanismos formais e informais de proteção do conhecimento, as empresas multinacionais podem alcançar algum nível de segurança e controle na difusão do conhecimento inerente da atividade de P&D nos BRICs.

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